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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Doutrina: Semente de Fé versus Consciência da Fé - A União com Cristo.



Texto: Romanos 8.31-39; 12.1,2.
Assunto: Semente de Fé versus Consciência da Fé.

Objetivo: Tornar claro a ligação entre a doutrina do Espírito Santo com o conceito que devemos ter acerca da fé e da nossa eleição. 

Introdução
Vamos continuar tratando sobre a importância da nossa união com Cristo. Como Calvino disse: ‘a eleição responde em vez de levantar questões sobre segurança. Em Cristo, o crente ‘vê’ sua eleição; no evangelho, ele ‘ouve’ de sua eleição.

União com Cristo.
O reformador estava consciente de que uma pessoa pode pensar que o Pai a confiou a Cristo quando não é o caso. Uma coisa é afirmar a obra de Cristo como recipiente e guardiã do eleito; o centro, autor e fundação da eleição; a garantia, a promessa e o espelho da eleição e da salvação do crente. Outra coisa completamente diferente, porém, é saber como perguntar se uma pessoa se juntou a Cristo por meio da verdadeira fé. Muitos que parecem ser de Cristo são estranhos a Ele. Calvino disse: ‘Acontece diariamente que aqueles que pareciam ser de Cristo, retrocedem e caem… Tais pessoas jamais aderiram a Cristo com inteira confiança em seu coração de que a certeza de salvação, digo, foi estabelecida para nós’. Ainda que Calvino exercesse um ‘julgamento caridoso’ com respeito à salvação de membros da igreja que mantinham um estilo de vida recomendável, ele, também, frequentemente, afirmou que somente uma minoria receba a Palavra pregada com fé salvadora. Ele disse: ‘Pois, ainda que todos aos quais a Palavra de Deus é pregada, sem exceção, sejam instruídos, apenas uns poucos, um em dez quando muito, provam dela; sim, somente um pequeno número, algo como um em cem, tira proveito do fato de terem sido capacitados a prosseguir no curso certo’.
Calvino cria que muito do que parece fé carece de um caráter salvador. Ele falou de fé não-formada, de fé implícita, da preparação para a fé, de fé temporária, de uma ilusão de fé, de uma falsa demonstração de fé, de tipos sombrios de fé, de fé transitória e de fé mascarada de hipocrisia.

Necessidade de um autoexame.
O autoengano é uma possibilidade real, disse Calvino. O réprobo frequentemente sente algo semelhante à fé do eleito. ‘Há uma grande semelhança e afinidade entre os eleitos de Deus e aqueles aos quais é dada a fé transitória’. Por isso, é essencial que se proceda um exame pessoal: “O Espírito Santo admoesta-nos dizendo que não podemos supor que a maioria das pessoas que são membros da igreja (é eleita) só porque seu grande número parece exceder outros, pois, como o joio se sobrepõe ao trigo e o sufoca, assim a hipocrisia soterra os filhos de Deus cujo número é sempre menor… Portanto, aprendamos a examinar a nós mesmos e a verificar se temos marcas interiores pelas quais Deus distingue seus filhos dos estranhos, isto é, a raiz viva da piedade e da fé”.

Felizmente, os verdadeiros salvos serão preservados do autoengano mediante um exame apropriado dirigido pelo Espírito Santo. Calvino escreveu: “No meio tempo, os fieis são instruídos a examinar a si mesmos com solicitude e humildade, para que não aconteça que se insinue uma segurança carnal em vez de segurança da fé”.

Há uma necessidade de um autoexame pessoal acerca de uma diversidade de tópicos, tais como: conhecimento de Deus e de nós mesmos, julgamento, arrependimento, confissão, aflição, Ceia do Senhor, providência, dever e reino de Deus. Esses foram os temas abordados por Calvino diante da necessidade de um autoexame pessoal, na vida do crente.
Mesmo diante desta necessidade, Calvino enfatizou Cristo. Ele disse que devemos examinar a nós mesmos para ver se estamos colocando nossa confiança em Cristo apenas, pois esse é o fruto da experiência bíblica. Para ser mais claro, o autoexame precisa sempre nos dirigir, com nossos pecados e injustiças, a Cristo e às suas promessas. Não deve jamais ser feito à parte da ajuda do Espírito Santo, que é o único que pode lançar luz sobre sua própria obra salvadora por meio da Palavra. À parte de Cristo, da Palavra e do Espírito, disse Calvino, ‘se você contemplar a si mesmo, será pura condenação’.

A segurança da eleição é em Cristo.
Dessa forma, a linha de raciocínio de Calvino é a seguinte: O propósito da eleição abarca a salvação. Os eleitos não são escolhidos por causa de qualquer mérito próprio, mas apenas em Cristo. Uma vez que são eleitos em Cristo, a segurança de sua eleição e salvação não pode jamais ser encontrada em si mesmos à parte de Cristo, ou no Pai à parte de Cristo. Antes, a segurança é encontrada em Cristo; conclui-se daí que a base da segurança é a vital comunhão com Ele.
A questão, entretanto, permanece: Como o eleito goza tal comunhão, e como isso produz segurança? A resposta de Calvino foi pneumatológica: O Espírito Santo aplica Cristo e seus benefícios ao coração e à vida de pecadores eleitos e culpados pelo que são assegurados pela fé salvadora de que Cristo lhes pertence e de que eles pertencem a Cristo. O Espírito Santo confirma neles as promessas de Deus em Cristo. Assim, a segurança pessoal jamais é separada da eleição do Pai, da redenção do Filho, da aplicação do Espírito e dos meios instrumentais da fé.

O Testemunho do Espírito Santo.
O Espírito Santo desempenha um papel enorme na aplicação da redenção, disse Calvino. Como consolador pessoal, selo, penhor, testemunho, segurança e união, o Espírito testifica a graciosa adoção do crente: Deus, derrama sobre nós a graça celestial do Espírito, sela no nosso coração a certeza de sua própria palavra… Pois o Espírito, testificando nossa adoção, é nossa segurança, e, confirmando a fé das promessas, é o selo, para que em boas bases seja chamado sincero, porque é derivado a ele que o pacto de Deus é ratificado em ambos os lados, que, se não fosse por ele, teria ficado em suspenso… Assim é que ele tem estes títulos de distinção: Unção, Penhor, Consolador e Selo.
Calvino afirmou que o testemunho do Espírito é absolutamente essencial para a adoção e segurança pessoal: “O Espírito Santo de Deus nos confere o testemunho de que, quando Ele é nosso guia e mestre, nosso espírito é assegurado da adoção de Deus; pois nossa mente por si só, sem o prévio testemunho do Espírito, não pode convencer-nos dessa segurança”.


Conclusão
Concluímos que a união com Cristo evidencia nossa eleição. No entanto, o autoexame pessoal, nos concede a segurança e o testemunho de nossa eleição e testemunho do Espírito Santo em nós, comunicando-nos a unção, o penhor o consolo o selo e a afirmação da nossa adoção em Cristo.


Debate:
01 – Por que a doutrina da eleição é mal compreendida?
02 – Comente sobre os valores do autoexame na vida do crente.
03 – Por que alguns crentes se desviam da Palavra de Deus?

Próximo culto de doutrina dia 17 de abril, será tratado sobre: Semente de Fé versus Consciência de Fé.
Congregação presbiterial em Santa Cruz do Capibaribe, PE. 10 de abril de 2014.
Rev. José Tiago Xavier Costa
Culto de oração e doutrina.
Fonte: A busca da plena segurança. O legado de Calvino e seus sucessores; Autor: BEEKE, Joel. Editora: Os puritanos; pp. 88 – 92.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O que é a Igreja Presbiteriana do Brasil?




O que é a Igreja Presbiteriana do Brasil?

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma instituição de raízes protestantes. Ela tem como guia a Escritura Sagrada. E de notáveis formulações confessionais; ela possui sua confissão e catecismos, ou seja, ela prioriza o ensino da Escritura, direcionada aos adultos e crianças.
Nesse conjunto de ensinos, que o presbiterianismo produz, chamamos de teologia calvinista ou teologia reformada. Entre as suas ênfases estão à soberania de Deus, a eleição divina, a centralidade da Palavra e dos sacramentos, importante salientar que esses sacramentos são retirados do Antigo Testamento, ou seja, a substituição da páscoa pela ceia do Senhor, e a circuncisão pelo batismo. Evidenciando um conceito mais claro do pacto, conservando a validade permanente da lei moral e a associação entre a piedade e o cultivo intelectual.
No sentido litúrgico, a IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil) procura obedecer ao princípio regulador do culto. O domingo, o dia do Senhor, deva ser guardado e dedicado exclusivamente ao Senhor das Escrituras. O culto deva ater-se às normas contidas na Escritura, proibindo assim, as práticas modernas de uma nova liturgia ou uma liturgia coreográfica, ou como diz, Valter Graciano Martins, em seu prefácio a edição brasileira da teologia do velho Charles Hodge, “… com a ‘nova liturgia’, ou a ‘liturgia coreográfica’, uma vez que a Trindade é ‘pericorética’ ou ‘dançante’ (HODGE, Charles, Ed. Hagnos, p. 5).
O culto se caracteriza por sua ênfase teocêntrica, simplicidade, reverência, e com conteúdo bíblico e pregação expositiva. Salientando que o culto a Deus deva ser fervoroso e alegre, pois a fé do eleito é alimentada ao conhecimento bíblico ao qual o mesmo se dispõe quando cultua a Deus em espírito e em verdade.  
A IPB também valoriza a educação cristã, através da Escola Bíblica Dominical. Ela congrega seus membros em suas sociedades internas, com a SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina) a UCP (União de Crianças Presbiterianas), UPA (União Presbiteriana de Adolescentes), UMP (União de Mocidade Presbiteriana) UPH (União Presbiteriana dos Homens).
Ambas agremiações, tem como objetivo valorizar e cultivar os valores do reino de Cristo, testemunhando assim a evangelização em todos os membros da igreja local.
Cada igreja possui um grupo de oficiais, os diáconos, cuja função primordial é o exercício da misericórdia cristã. O presbiterianismo tem uma visão abrangente da vida, entendendo que o evangelho de Cristo tem implicações para todas as áreas da sociedade e da cultura.
Portanto, a IPB é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária.
Suas origens mais remotas encontram-se nas reformas protestantes suíça e escocesa, no século 16, lideradas por personagens como Ulrico Zuínglio, João Calvino e João Knox.
Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos. Em 1859, a Junta de Missões Estrangeiras da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos enviou ao Rio de Janeiro o Rev. Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil.
O nome “igreja presbiteriana” vem da maneira como a igreja é administrada, ou seja, através de “presbíteros” eleitos democraticamente pelas comunidades locais. Essas comunidades são governadas por um “conselho” de presbíteros e estes oficiais também integram os concílios superiores da igreja, que são os presbitérios, os sínodos e o Supremo Concílio. Os presbíteros são de dois tipos: regentes (que governam) e docentes (que ensinam); estes últimos são os pastores.
Em 2005, a Igreja Presbiteriana do Brasil tinha aproximadamente 4.800 igrejas locais e congregações, 263 presbitérios, 64 sínodos, 3.800 pastores, 415.500 membros comungantes e 125.000 membros não-comungantes (menores), estando presente em todos os estados da federação.


Fonte: Adaptado com o texto de Alderi Souza de Matos; site: http://www.mackenzie.com.br/7087.html. Acessado 25/04/2014.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Doutrina: Fé e segurança, segundo João Calvino.




Texto: Atos 2.39; 1ª Coríntios 2.6-16.
Assunto: Fé e segurança.
Objetivo: Esclarecer a ligação entre fé e segurança na vida cotidiana do crente. Salientar corretos conceitos sobre fé e segurança que complementam o crescimento dos salvos em Cristo Jesus.

Introdução
Tratar sobre fé e segurança não é apenas tratar sobre segurança da salvação no salvo, é tratar especificamente sobre a consciência do salvo em suas lutas e fraquezas diárias.

Natureza e definição de fé.
O que é fé?
Para Calvino a fé não era uma concordância com a Palavra de Deus, mas envolvia o conhecimento e confiança nesta verdade divina. Pois o conhecimento e a confiança são dimensões salvíficas da vida e da fé em vez de serem apenas questões lógicas da vida cristã. Ou seja, para Calvino, a fé não é conhecimento histórico somado à concordância salvadora, mas um conhecimento seguro e salvador acrescido de uma confiança salvadora e segura. Salientando que o conhecimento é fundamental para a fé. Esse conhecimento, segundo o reformador,  repousa sobre a Palavra de Deus, a qual é essencialmente a Sagrada Escritura, assim como a proclamação do evangelho.

A fé em relação à segurança.
A fé se origina na Palavra de Deus. A fé repousa firme sobre a Palavra de Deus, assim, a segurança deve ser buscada na Palavra e flui da Palavra. A segurança é inseparável da Palavra assim como o raio de sol é inseparável do sol. A fé recebe toda a Palavra de Deus. A fé sempre diz ‘amém’ às Escrituras.  

A fé em relação a Cristo.
A fé é também inseparável de Cristo e da promessa de Cristo, pois a totalidade da Palavra escrita é a Palavra viva, Jesus Cristo, em quem todas as promessas têm ‘o sim e o amém’. A fé repousa sobre o conhecimento da Escritura e sobre as promessas dirigidas a Cristo e centradas nele. A fé recebe Cristo como ele é apresentado no evangelho e graciosamente oferecido pelo Pai.

A fé em relação às promessas da Escritura.
O conhecimento da verdadeira fé focaliza as Escrituras em geral, e, em particular, a promessa da graça de Deus. Calvino confere bastante importância às promessas de Deus como base da segurança, pois são promessas do Deus que não pode mentir. Uma vez que Deus promete misericórdia aos pecadores em sua miséria, a fé se apóia em tal promessa. As promessas se focalizam em Cristo e nele são cumpridas; Pois as promessas são seguras porque são estabelecidas em Cristo.

A essência da fé.
Uma vez que a fé recebe seu caráter da promessa sobre a qual repousa, ela (fé) assume o selo da infalibilidade da Palavra de Deus. Assim, a fé possui a segurança de sua própria natureza. Segurança, certeza e confiança, tal é a essência da fé.

Fé asseguradora.
Essa fé asseguradora é o dom do Espírito ao eleito. O Espírito persuade o pecador eleito da confiabilidade das promessas de Deus em Cristo e garante-lhe a fé com que abraça a Palavra. Portanto, a fé asseguradora, segundo Calvino, precisa envolver o conhecimento salvífico, as Escrituras, Jesus Cristo, as promessas de Deus, a obra do Espírito Santo e a eleição. Resumindo, o próprio Deus é a segurança do eleito. Conseqüentemente, ‘poderemos ter uma noção correta de fé, se a chamarmos de conhecimento firme e certo da benevolência de Deus quando a nós, fundada na verdade da promessa livremente concedida em Cristo, ambas reveladas à nossa mente e selada no nosso coração pelo Espírito Santo’.
Portanto, a fé é a certeza da promessa de Deus em Cristo, aplicada pelo Espírito. Isso envolve o homem no uso da mente, na aplicação ao coração e na rendição da vontade. A segurança pertence à essência da fé.

A segurança da essência da fé.
(Atos 2.39; 1ª Coríntios 2.6-16).

Fé é segurança pessoal.
A fé envolve algo mais do que crer na promessa de Deus. Envolve uma segurança pessoal. Crendo na promessa de Deus aos pecadores, o verdadeiro crente reconhece e celebra que Deus é gracioso e benevolente, particularmente para com ele mesmo. A fé é um conhecimento seguro ‘da benevolência de Deus em relação a nós… revelada à nossa mente... Selada em nosso coração’. A fé abraça pessoalmente a promessa do evangelho e não pode ser separada de uma segurança pessoal. Como Calvino escreveu: ‘Aqui, na verdade, está a dobradiça na qual gira a fé: que não consideremos as promessas de misericórdia que Deus oferece como verdadeiras somente fora de nós; … mas sim, que as tornamos nossas quando as abraçamos interiormente’.  

Segurança é parte complementar da fé.
Calvino comentando Atos 2.39 observou o seguinte: ‘É necessariamente preciso, para a certeza da fé, que cada um seja persuadido de que está incluído no número daqueles sobre os quais Deus falou. Esta é a regra da verdadeira fé, quando estou persuadido de que tenho essa salvação porque a promessa que me pertence essa salvação’.

Comentando sobre 1ª Coríntios 2.12 ele afirmou: ‘Os eleitos têm o Espírito que lhes foi concedido, e, pelo testemunho são assegurados de que foram adotados para a esperança da salvação eterna… Portanto, podemos conhecer a natureza da fé desta forma: que a consciência tem, da parte do Espírito, um testemunho seguro da boa vontade de Deus em relação a si mesma, para que, descansando sobre isso, não hesite em invocar a Deus como Pai… A palavra conhecer é usada para expressar mais plenamente a segurança da confiança… de que, sendo reconciliados com Deus, e tendo obtido a remissão dos pecados, saibamos que fomos adotados para a esperança da vida eterna, e que, sendo santificados pelo Espírito Santo da regeneração, somos feitos novas criaturas para que vivamos para Deus’.

Aquele que crer, mais não tem convicção de que é salvo por Deus em Cristo, esse não é um crente verdadeiro. Pois os verdadeiros crentes devem saber, e sabem de fato, que são crentes, ‘… e que ninguém pode ser chamado filho de Deus se não se conhecer interiormente como tal... ’.
Essa tão grande segurança, que ousa triunfar sobre o diabo, a morte, o pecado, e sobre as portas do inferno, deve se alojar no profundo do coração de todo piedoso; pois a fé é nada, exceto se nos sentirmos seguros de que Cristo é nosso, e de que o Pai é, nele, propício a nós.

Conclusão
A fé possui sua originalidade em Deus, pois ele é antes um dom divino entregue, exclusivamente, aos eleitos do Senhor. Pois a segurança dos que possuem esta fé repousam na Escritura, que focalizam as promessas seguras e estabelecidas por Cristo a nós. Onde a segurança é parte complementar desta fé dada aos santos regenerados, verdadeiros crentes, vinculados pela obra de Cristo. Pois a segurança é parte complementar da fé.

Debate:
01 – Que tipo de conhecimento a fé nos concede?
02 – A eleição nos traz segurança; segurança de quê?
03 – _____________________________________ ?

Próximo culto de doutrina dia 20 de março, será tratado sobre: Fé e experiência.

Congregação presbiterial em Santa Cruz do Capibaribe, PE. 13 de março de 2014.
Rev. José Tiago Xavier Costa
Culto de oração e doutrina.

Fonte: A busca da plena segurança. O legado de Calvino e seus sucessores; Autor: BEEKE, Joel. Editora: Os puritanos; pp. 61-66.

Série em Gálatas - OS benefícios do Evangelho de Cristo para o pecador.



Os benefícios do evangelho de Cristo para o pecador.

‘… o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,…’ (Gálatas 1.4,5).

Gálatas 1. 1 – 5.
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos, e todos os irmãos meus companheiros, às igrejas da Galácia, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do (nosso) Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!

Objetivo da mensagem: Apresentar que Jesus Cristo e sua obra salvadora, são, de fato, o conteúdo deste evangelho pregado e anunciado nestes primeiros versus desta carta aos gálatas. 

O Apóstolo começa sua carta enfatizando que seu apostolado e a ressurreição de Cristo são direcionados para a igreja aos Gálatas como comprovação do plano salvador de Deus em Cristo, consumada na obra da crucificação e ressurreição de Cristo. Paulo traz a memória a obra de Cristo para relembrar que somos igreja por meio daquela morte tão sofrida e necessária para resgatar-nos da condenação dos nossos pecados. Paulo esclarece ‘…por  Jesus Cristo  o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,…’ (v.4). No entanto, Paulo deixa claro que a natureza humana de forma alguma poderia receber glória de seu apostolado, pois seu ministério apostólico era intermediado nos méritos do Cristo glorificado, do Cristo ressuscitado ‘…apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum’, (v1). O próprio apóstolo apresenta isso, quando coloca sua vida debaixo do propósito da ressurreição de Cristo ‘…por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos’…,(v1). O apostolado de Paulo estava baseado no ministério de Cristo. A igreja aos Gálatas também era chamada á compreender, a crer nos valores encontrados no evangelho de Deus, em Cristo.
Esse foi o objetivo desta introdução desta carta. Paulo estava chamando aos Gálatas para compreenderem o conteúdo do evangelho da salvação de Cristo. Este conteúdo não era baseado na carne, na Lei, mais na pessoa de Cristo e Sua obra salvadora.

OS BENEFÍCIOS DO EVANGELHO DE CRISTO AO PECADOR
Quais os benefícios do evangelho de que Cristo para o pecador? Primeiro, o evangelho é a revelação de Deus em Cristo para a salvação do pecador. ‘Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos,…’ (v. 1). Irmãos, para que todo o ser humano seja julgado pelos seus atos pecaminosos, Deus revelou o Seu Evangelho. Por meio deste Evangelho somos conhecedores da graça e da misericórdia de Deus por nós. É por meio desta revelação  que conhecemos nossa natureza, e quem somos. É por meio dele que conhecemos Cristo. Conhecemos a justiça de Deus sendo executada na morte de Cristo. É por meio das letras das Escrituras que penetramos em nossa mente como Deus exerceu o dom da salvação. Por exemplo, nesta mesma carta, o apóstolo argumenta que Deus preanunciou o evangelho a Abraão. E porque Deus preanunciou o evangelho a Abraão? Para colocar a justiça de Cristo em nossos corações (cf. 3.8). Você pode perceber, o que é o Evangelho? Ele é a revelação da justiça de Deus manifestada em Cristo, ele é o plano perfeito de Deus para a salvação. Ele é a revelação do julgamento de Deus a humanidade. Todos serão julgados por este Evangelho. Com quê autoridade este Evangelho tem em julgar a humanidade? Com a autoridade das boas novas do Filho de Deus. A autoridade do Evangelho de Cristo se sobrepõe a todos pela exclusividade de seu conteúdo. Porque o evangelho é tão exclusivo? Porque ele trata do plano de Deus na vida do ser humano. Por exemplo, Paulo, ele foi chamado, para ser Apóstolo, não por parte ou intermédio de homens, mais por Deus. Uma vida foi transformada, pelo chamado de Deus por meio do Evangelho. Quantas vidas já foram transformadas pelo chamado de Deus em Seu evangelho? Paulo foi um deles, você também pode ser um dos transformados por estes evangelho. A igreja aos Gálatas foram chamados pelo evangelho de Cristo. No entanto, algo estava acontecendo de ruim naquela igreja, principalmente no período da escrita desta carta que foi entre 55 a 60 depois de Cristo. Eles estavam sendo levados a perverterem o Evangelho de Cristo. ‘… há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo’ (v. 7). O ambiente não estava boa naquela igreja. Alguns estavam trazendo um 'outro evangelho' aos gálatas. E qual foi a resposta do apóstolo? ‘… o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo’ (v. 11,12). Este é o objetivo do Evangelho, apresentar Jesus Cristo e sua obra salvadora. Você já compreendeu no significado da ressurreição de Cristo? Na ressurreição de Cristo Deus estava revelando aos pecadores a continuidade de Sua promessa de vida eterna. Deus não desistiu de Seus filhos. Ele nunca desistiu de suas promessas. Ele revelou, no Evangelho das boas novas, o plano graciosa da salvação. Este é o evangelho. Esse é o Cristo das Escrituras. Ele é o Deus da nossa salvação.  
O evangelho é o instrumento utilizado pelo o Espírito Santo para apresentar Cristo. ‘…o qual se  entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso’, (v.4). Aqui está o instrumento mais indesejável da vida do ímpio; o evangelho; Pois o ímpio finge que o Evangelho não existe, ele trata sua vida como se Deus não falasse por meio do Evangelho. Por que tanto medo do Evangelho? Porque o Evangelho trata sobre a necessidade da morte de Cristo, diante dos seus pecados. Você já viu o desprezo que o ímpio tem da necessidade da morte de Cristo? Alguns dizem ‘…não precisava de Jesus morrer na cruz. Outros dizem, se não fosse Judas, Jesus teria escapado da morte. Outros dizem, não sei porque Jesus teve que morrer na cruz, ele poderia ter morrido de outra forma. Amados, quão terrível foi aquela morte e tão maldita que o nosso Senhor sofreu por nós pecadores! Paulo nos ensina que ‘… Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar…’ (3. 13). Estávamos debaixo de maldição, por causa dos nossos pecados. E o que Deus fez? Ele entregou o seu Filho pelos nossos pecados. (v. 4) ‘…o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso’. Veja que o texto não fica apenas nessa afirmação. O texto declara que o objetivo da morte de Cristo foi ‘…para nos desarraigar deste mundo perverso’ (v. 4). O evangelho é isso, ou seja, um instrumento utilizado pelo Espírito Santo para apresentar Cristo. Como o Espírito de Cristo trabalha em nossas vidas? ‘… desraigando-nos deste mundo perverso’(v.4). A dimensão do perigo encontrado na condenação dos pecados, está contida nesta passagem, ou seja, o mundo perverso que estamos implantados; este mundo em movimento cheio de transgressões. De fato, convivemos em um mundo cheio de pecados, e temos que nos desarraigar dele. Quem irá nos conservar e tirar cada um de nós deste mundo mal? O Senhor Jesus Cristo, primeiro por sua obra regeneradora, ou seja, salvação, depois nos arrebatando para as promessas de Deus em Cristo. Por isso que João relata em sua carta ‘Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo…’ (1ª João 2.15).     
Pois, diante da obra salvifica de Cristo, o evangelho nos apresenta a vontade de Deus escrita, para Sua glória. ‘…segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém’! (v.4,5). 

Essa tem sido a vontade de Deus, salvar os filhos da promessa feita a Abraão. Cristo é o que conduz esses filhos a serem justificados e reconciliados por Deus. Cristo nos conduz a viver para Deus. Vivemos pela fé no Filho de Deus. Porque estamos crucificados com Cristo. Já não somos nós que vivemos, mas Cristo vive em nós. Porque Cristo se entregou por nossos pecados, trazendo a salvação para à Sua Igreja. Segundo a vontade de Deus, é que sejamos obedientes ao seu Evangelho. Para o destino da Sua glória é que tem sido a Sua vontade realizada em nós. A igreja aos Gálatas estava passando por problemas diante da perversidade ao Evangelho de Cristo. E porque Deus permitiu esta perversidade no meio da Igreja? Para revelar quem realmente estava vivendo exclusivamente para Cristo. Você tem vivido integralmente para Cristo? Você tem colocado o viver para Cristo como essencial na sua vida? Sua vida pode ser para a glória de Deus, se você centralizar Cristo. Como poderemos centralizar Cristo em nossas vidas? Se você obedecer A Cristo por meio do Espírito Santo. Andando pelo o Espírito e jamais satisfazendo a concupiscência da carne, porque são opostos. Sendo guiado pelo Espírito Santo, e produzindo fruto do Espírito na Igreja para a glória de Deus.

Domingo, 28 de Abril de 2013.
Congregação presbiterial em Santa Cruz do Capibaribe, PE.
Rev. José Tiago Xavier Costa

Membro do presbitério do Recife, PE.

sábado, 19 de abril de 2014

Programação semanal da IPB em Santa Cruz do Capibaribe





Programação da semana


Dia
Horário
Culto
DOMINGO
9:30 hs.
Escola Bíblica Dominical:
Catecismo ‘Menor’ de Westminster.
DOMINGO
19:00 hs.
Culto Solene
Terças-feiras
20:00 hs.
Visita pastoral
Quintas-feiras
19:30 hs.
Culto de oração e doutrina
Sábado
19:30 hs.
Reuniões com os jovens