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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pastor de igreja ou de corações?

                                                           

 
‘… a obedecer de coração a forma de doutrina que fostes entregues;’ (Romanos 6.17).

Nesses últimos dias, estive pensando sobre o ministério pastoral e sua abrangência. De imediato, diria que o pastor deva exercer seu ministério tanto na igreja, isso me refiro a instituição, como também atingir o coração das ovelhas. Não vejo o ministério como algo profissional, no entanto, vejo como uma função direcionada pelo Espírito Santo aos seus escolhidos. Pois nem todos na igreja devam ser pastores; a diversidade diante dos dons do Espírito Santo comprova essa verdade (cf. 1º Coríntios 12.12-31).
Concernente ao coração, o pastor deva transmitir uma mensagem que atinja, em primeiro lugar o coração das ovelhas. Afinal a mensagem em si, deva ser a mais bíblica possível. Não me refiro aquele tipo de pregação que deixa o texto com aspecto de pretexto perante os ouvintes, refiro-me a forma com que o pregador, ou o pastor no caso, deva assim transmitir. Pois a forma com que transmitimos a mensagem do Evangelho, reflete ao coração da ovelha aquele compromisso com que cada pecador regenerado pela graça de Cristo deva se espelhar e exercer obediência aos princípios das doutrinas do Senhor.
Assim, poderemos ser pastores que pastorei a igreja do Senhor Jesus Cristo aqui na terra com uma proposta muito clara, ou seja, conduzir as ovelhas do Senhor ‘… a obedecer de coração a forma de doutrina que fostes entregues;’ (Romanos 6.17).
Aliás, é interessante informar que a primeira pergunta do nosso catecismo maior de Westminster, o catecismo da instituição da Igreja Presbiteriana no Brasil nos ensina na ‘PRIMEIRA PERGUNTA: Qual é o fim principal do homem? RESPOSTA: O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre. Referências Bíblicas: 1ª Coríntios 10.31.  Salmos 73.24-26.  João 17.22, 24’.
Portanto, essa é a graça que desejo e que transmito para as minhas ovelhas, a graça de viver a vida de Jesus Cristo, dentro de uma instituição que pode ter suas falhas, pois é composta por seres humanos falhos e pecadores. No entanto, podemos, pela graça salvadora, sermos crentes para a glória de Deus. Amém!

Aproveito e indico uma leitura proveitosa do livro: Coração de Pastor; Resgatando a responsabilidade pastoral do presbítero. Autor: John Sittema; Editora: Cultura Cristã. 


Pr. José Tiago
Ministro Presbiteriano na Congregação Presbiterial em Santa Cruz do Capibaribe, PE.
Avenida Jatobá, Nº 143, Centro. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

‘Desigrejados’ Será que a Igreja pode ser chamada de instituição?



Temo que hoje em dia, especificamente quando se trata sobre religião, onde igrejas sérias e comprometidas com as Escrituras Sagradas estejam sendo colocado em ameaças de credibilidade, apenas pelo fato de tantas críticas, diga-se de passagem, elaboradas de forma generalizadas sobre o termo ‘religião’. A instituição chamada igreja tem recebido um volume de descrença a tal ponto, que frases de efeitos como, por exemplos, ‘deixando a religião para encontrar com Deus,’ ‘vida após a igreja’ ‘ex-dependente de igreja’, tenha impulsionado um comportamento anti religioso no meio evangélico. Infelizmente, por trás deste comportamento crítico, existe um interesse sobre a própria religião criticada. De fato, especificamente, no meio evangélico, podemos chamar esse comportamento de ‘desigrejados’. E esse movimento tem crescido em número de adeptos, pois a moda agora é gerar um ambiente livre de regras do Cristianismo. Afinal, como esse movimento estabelecerá um grupo reunido em culto, se o próprio termo culto é inserido ao mundo religioso? Não há lógica. A crítica que eles estabelecem, não é contra a Religião, e sim contra as regras inseridas pelo Cristianismo bíblico. Bem, se o movimento anti religioso, caracterizados por esses ‘desigrejados’ é de fato correto em suas afirmações contrárias ao Cristianismo, pergunto eu, o termo ‘Trindade’ é inteiramente religioso, não há essa palavra nas Escrituras, estaria por isso esses ‘desigrejados’  sujeitos a negarem uma doutrina indispensável ao Cristianismo bíblico? Sim, estariam sujeitos.

Portanto, permaneço crente em Jesus Cristo dentro da igreja d’Ele. Que pode ser chamada de uma instituição, pois não há proibição bíblica alguma. Não vejo problema algum em permanecer crente na instituição chamada Cristianismo, especificamente, Presbiteriana do Brasil, seguindo também a confissão de fé e o catecismo de Westminster. Saliento que, as Escrituras estão acima dos nossos símbolos de fé. Compreendo que o termo religião tem sido lido de forma preconceituosa, às vezes, generalizada, deixando de ser compreendida como de fato está sendo. Afinal, viver para a glória de Deus é viver debaixo de regras das Escrituras. E a instituição ao qual faço parte não pode perder sua credibilidade bíblica e histórica por causa de falsos guias.  


Pr. José Tiago Xavier Costa
Ministro Presbiteriano em Santa Cruz do Capibaribe, PE